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Matéria | Segurança

Seu carro foi montado apenas para passar em uma vistoria técnica? Cuidado, segurança e integridade física devem estar acima de tudo.

Quando falamos em acidentes, muitas imagens passam em sua cabeça não? Mas um dos mais impressionantes e recentes foi em 10 de fevereiro (2008) - em uma das categorias de ponta de arrancada americana: a Funny Car, da NHRA. Logo depois da marca dos 201 metros, o motor queimador de nitrometano do Chevy Impala, do bicampeão Tony Pedregon, explodiu. Pedregon tentou abrir os pára-quedas, mas foram queimados durante a explosão. Acionou os freios e o bólido bateu no muro de contenção a mais de 460 km/h!

Depois de mais duas colisões e uma rodada, o carro parou e o piloto saiu andando dos destroços (que segundos antes eram um Funny), apenas com queimaduras de segundo grau na mão direita!

O que há alguns anos poderia ter sido uma fatalidade, tornou-se um incidente de proporções mínimas, graças ao avanço dos equipamentos de proteção, como os macacões de Noex/CarbonX, desenvolvidos exclusivamente para dragsters nitrometano.

Mas não pense que toda esta proteção veio com pequenos acidentes, infelizmente custou muitas vidas. O termo “Fórmula 1 da era moderna”, por exemplo, só foi adotado depois da morte de Ayrton Senna, em 1994. Naquele ano, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) criou uma comissão com médicos, comissários, técnicos e pilotos, com o objetivo de elevar a segurança de carros e pistas. Esta comissão tornou-se o FIA Institute que atualmente auxilia no desenvolvimento de equipamentos de proteção, treinamento do pessoal do resgate e construção ou reforma de circuitos.

“Segurança acima de tudo” também vale para você e não apenas para você e não apenas para pilotos profissionais. É preciso se conscientizar de que o investimento em equipamento de segurança é mínimo, se comparado aos prejuízos gerados por um acidente. Desde especificação do capacete, até fixação de um tanque de combustível, por exemplo, todos os equipamentos de um carro de corrida devem obedecer a determinadas normas de segurança.

Mesmo que o regulamento de sua categoria não exija o emprego de equipamentos aprovados por alguma entidade como a FIA, a CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) ou as fundações americanas Snell e SFI, eles devem ser adotados. A homologação destas entidades significa que o produto passou por testes rigorosos antes de serem aprovados.

Caso tenha dúvidas por onde começar, ou o regulamento da categoria na qual você complete seja vago, o chamado Anexo J da FIA será seu melhor guia. Nele, você encontra dimensões mínimas de parafusos para fixar determinado equipamento, diâmetro e espessura dos tubos de uma estrutura de proteção, especificação de pressão e temperatura que mangueiras devem suportar...

A dimensão mínima de fixação de um ponto do cinto de segurança exigida no Anexo J, por exemplo, é de parafusos com roscas M12 8.8 ou 7/16” UNF, sempre apoiados por arruelas de co e grande diâmetro. Até. As angulações de cada um dos pontos de fixação é descrita: de 10 graus a 45 graus para os pontos superiores e a 45 graus em relação ao banco, para os pontos inferiores.

Outra especificação praticamente ignorada por alguns construtores é a dos pontos de ancoragem (o apoio na carroceria) principais de uma estrutura de proteção. Eles devem ser fabricados com uma chapa de, no mínimo 3mm de espessura e com uma superfície pelo menos igual a 120cm² soldada ao monobloco.

Chave elétrica geral e acionamento de extintor de incêndio também têm exigências e posicionamento determinados. Estes componentes são obrigatórios no habitáculo, instalados em uma posição que o piloto com o cito afivelado consiga acioná-los. Em carros fechados, é obrigatória ainda a instalação de outros dois acionamentos na base do para brisa do lado do motorista.

Alguns itens de bólidos de corrida servem também para os carros de rua, como travas de capô, prisioneiros e porcas de roda e mangueiras com conexões do tipo aeroquipe. Eles aumentam a segurança e incrementam o visual de um “street”. Mas cuidado ao adotar uma estrutura de proteção: “Prefiro fabricar apenas o arco principal e as extensões para as torres traseiras, em carros de rua. Dá para entrar e sair do carro sem problemas. EM uma capotagem, você estará seguro” explica Rodrigo Corbisier, da G&R Drag Race.

Se quiser saber mais sobre como deixar seu bólido seguro, acesse o site da CBA (cba.org.br) para baixar o Anexo J na integra ou o dragsterbrasil.com, para copiar o Rule Book da NHRA.


Fonte: Revista Fullpower

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